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O que é IPO?

Nos últimos anos, o Brasil tem verificado um crescimento vertiginoso em termos de educação financeira, finanças e investimentos. É nesse cenário que o IPO, que é a participação de uma empresa na Bolsa, também começa a se popularizar.

De fato, basta considerarmos que, se dois anos atrás o número de pessoas físicas que investiam no Pregão era de pouco mais de 1 milhão, no último período, esse número chegou em 3,1 milhões de investidores, segundo dados da B3 (Brasil Bolsa Balcão).

Lembrando que ali tem havido uma diversidade cada vez maior de empresas em termos de segmento e nicho de mercado, podendo incluir desde uma indústria de fertilizante mineral complexo até uma empresa que começou como startup.

Por isso decidimos escrever esse artigo, trazendo aqui não apenas o que é o IPO, mas também como ele funciona na prática, além de suas vantagens e benefícios no médio e longo prazo, que podem impactar toda a realidade de uma corporação.

Lembrando que tanto empresas que queiram ingressar na Bolsa de Valores quanto investidores autônomos podem se interessar por esse assunto. No primeiro caso, a ótica é a do crescimento corporativo, no segundo, a da lucratividade e rentabilidade.

Por exemplo, uma fábrica de lava louça industrial pode aumentar consideravelmente seu crescimento e sua escala a partir dessa manobra.

Ao mesmo tempo, investidores de setores clássicos como os fundos imobiliários podem encontrar nisso tudo um modo de oxigenar a carteira.

Então, se você quer entender de uma vez por todas o que essa sigla funciona e por que ela está presente nas maiores revistas e plataformas de finanças do país, dominando o assunto de modo mais abrangente, basta seguir adiante na leitura.

Por dentro dos IPOs

Sigla para Initial Public Offering, ou seja Oferta Pública Inicial, já vimos que o IPO nada mais é do que a entrada de uma empresa na Bolsa de Valores, que é justamente um modo de ocasionar as ofertas públicas pelas ações repartidas ali.

No entanto, entender isso não implica compreender melhor do que se trata essa modalidade ou manobra macrofinanceira. Um modo de começar a inserir esse conceito na realidade nacional é lembrar da expressão S/A, que são as Sociedades Anônimas.

Trata-se daquelas corporações cujos donos não estão nomeados diretamente, no sentido de que podem mudar a qualquer momento, já que a empresa atua com capital aberto.

Aqui, basta imaginar algo como uma indústria de madeira plástica ecológica, que lida com setor industrial primário e secundário, movimentando milhões de reais por mês.

Esse capital aberto é justamente o que caracteriza uma empresa que abre cotas de ações do negócio para investimento no pregão da Bolsa de Valores.

Ao contrário do que muitos pensam, embora a população brasileira esteja começando a se educar financeiramente apenas nos últimos anos, esse tipo de transação é algo histórico entre nós, sendo que chega a movimentar milhões ou mesmo bilhões de reais.

Os setores mais comumente envolvidos na abertura de capital são:

  • Conglomerados da construção civil;
  • Grandes grupos de educação e ensino;
  • Indústrias do setor primário/secundário;
  • Conglomerados midiáticos e televisivos;
  • Grupos da área de aviação e turismo;
  • Conglomerados da área de saúde.

Enfim, é cada vez maior a gama de firmas e modelos de negócios que permitem abertura, especialmente com a modalidade do IPO, que facilita esse tipo de decisão estratégica.

As razões para isso podem ir desde um acesso maior a capital de investimento, até a entrada de acionistas que possam contribuir com sua expertise, como ficará claro adiante.

Como funciona na prática?

Embora o IPO seja uma manobra bastante positiva para empresas que já atingiram certa maturidade em termos de gestão, nem por isso ele se limita apenas às partes interessadas, envolvendo também regulações e requisitos legais.

O primeiro passo é justamente o referido acima, que é enquadrar a empresa como Sociedade Anônima, o que implica trocar a divisão tradicional de cotas pela de ações.

A parte de auditoria e planejamento pode demorar de um ano até três anos, a depender do nível da prioridade que for dada a isso.

Por um lado, vale considerar que uma gigante da área de TI pode ter uma rotina bem diferente de uma loja única de aluguel de impressoras SP. Por outro lado, as empresas maiores também contam com mais mão de obra, o que pode ajudar.

Uma vez cumprida essa etapa de auditoria, já começam as rodadas do que se chama roadshow, que são reuniões abertas para corretoras, investidores potenciais e analistas financeiros que comecem a se interessar pelo IPO da empresa.

A correria aqui pode se tornar um pouco mais intensa, pois já não se trata de auditoria, investigação e processos burocráticos, mas de uma etapa mais pragmática.

Para quem está ansioso para ver a concretização da estratégia, é a hora de aproveitar e pisar no acelerador, fazendo o máximo de reuniões possíveis.

Entenda listagem e CVM

Depois da auditoria e do roadshow, há alguns outros passos um pouco burocráticos, mas que são indispensáveis e que, no fundo, tornam todo o processo mais seguro para todos os envolvidos.

Um exemplo é o contato com a Comissão de Valores Mobiliários, também conhecida pela sigla CVM, que é a entidade ou instituição nacional que regula esse mercado de capitais e de investimentos na Bolsa de Valores.

A categoria de reconhecimento aqui é a de captação de poupança popular, ou seja, entrada de recursos de terceiros para alavancagem de uma empresa.

O mais comum é que isso ocorra em casos de inovações, como tecnologias de desenvolvimento de um produto novo na área de desengraxante industrial. Mas pode ocorrer apenas para marcas tradicionais que iniciaram seu IPO agora.

Outro exemplo é o da listagem perante a B3, que estipula o segmento de atuação em que a empresa vai operar, já que isso vai impactar diretamente na futura governança da corporação em questão, por abrir seu capital e prestar contas.

Os pontos em questão incluem os tipos de ação que serão emitidas para investimento no Pregão, além da própria estrutura ou quadro societário permitido dali para diante.

O benefício macroeconômico

Além das vantagens já mencionadas acima, é possível aprofundar em alguns pontos que evidentemente configuram benefícios para todos os envolvidos.

Inclusive, a própria economia do país ganha com esse tipo de estratégia, já que a soma de IPOs ocorridos no ano acabam valorizando nossa moeda como um todo, impactando diretamente no crescimento da nossa macroeconomia.

Tudo isso gera um círculo virtuoso, despertando uma cadeia. Se uma indústria primária de matéria-prima para solda em aço inox dá um salto desses, dali a pouco nada impede que setores secundários e até terciários possam fazer o mesmo.

Isso também estimula o crescimento geral de pequenos e médios negócios. Pode parecer um detalhe, mas não é, lembrando que hoje grande parte dessas marcas nasce como startup, o que impulsiona o setor de tecnologia, serviços e até educação.

A curva de crescimento

Ao falar nos próprios empresários, certamente o principal fator que leva uma empresa a fazer um IPO é o acesso que isso vai permitir em termos de capital e recursos, trazendo diversos benefícios de curto, médio e longo prazo.

Com o crescimento da concorrência nos dias atuais, a inovação e a implementação de tecnologias que permitam otimizar custos e maximizar o retorno já é quase uma questão de sobrevivência.

Assim, se um negócio de serviço de pintura de apartamento implementar uma gestão automatizada em termos de administração, certamente vai fazer seu serviço custar menos, atraindo com isso mais clientes e contrapondo sua concorrência direta.

Em muitos casos, porém, o grande inimigo deste tipo de inovação é a falta de capital. Com um IPO, a empresa passa a ter acesso a recursos que antes não tinha. Isso permite criar novas soluções, quitar dívidas, abrir filiais e daí em diante.

A realidade dos acionistas

Falando em vantagens e benefícios, é preciso aprofundar o papel dos acionistas, que são a contraparte que move esse universo da Bolsa de Valores e dos IPOs.

Muitas vezes, esses investidores aplicam apenas no sentido tradicional de comprar ações, para que elas valorizem, e depois vendem. Poucos sabem, mas isso favorece igualmente as empresas, pois alavanca o valor das ações delas.

Por exemplo, se todo mundo começa a dizer que quer comprar uma rede de limpeza de fachada, ela automaticamente começa a se tornar mais importante. Às vezes, pode até chegar ao ponto de cobrar mais caro pelo seu serviço.

No mundo da Bolsa de Valores e do Pregão, essa regra movimenta a famosa especulação, que é o que pode apontar para a valorização de uma empresa. Com isso, os acionistas também diversificam sua carteira de investimentos.

Conclusão

Falar em IPO ou em Oferta Pública Inicial pode parecer difícil no começo, mas logo fica claro que se trata de algo que impacta diversos produtos e serviços com os quais lidamos diariamente, sem mencionar a macroeconomia do país.

Com os conceitos básicos e os conselhos práticos que trouxemos acima, é mais simples entender do que se trata, como funciona e quais as vantagens desse tema.

Esse texto foi originalmente desenvolvido pela equipe do blog Guia de Investimento, onde você pode encontrar centenas de conteúdos informativos sobre diversos segmentos.

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